Dr Pablo HuberSem categoria

Pessoas transgênero são aquelas que não se identificam, física ou psicologicamente, com o gênero de nascença. Por isso, por meio de cirurgias, hormônios e terapia, elas começam o processo de redesignação sexual que pode mudar conforme o gênero ao qual se identifica. 

 

Diferente do que muitos acreditam, este processo de transformação não inclui somente a cirurgia para mudança da genitália. A redesignação sexual engloba inúmeras intervenções que, normalmente, começam com a terapia hormonal – que é responsável por dar certas características do gênero de identificação – e podem ir até a readequação dos genitais, que é conhecido na literatura médica de alguns países como genitoplastia de feminização e genitoplastia de masculinização.

 

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O que caracteriza a cirurgia de redesignação sexual?

Conhecida também como “transgenitalização”, este é o procedimento cirúrgico no qual as características sexuais/genitais de nascença de uma pessoa são mudadas para aquelas socialmente associadas ao gênero que ela se reconhece. Ela pode, ou não, fazer parte do processo de transição física de transexuais ou transgêneros.

 

Para as mulheres trans (MtF), a cirurgia de redesignação sexual envolve, normalmente, a reconstrução dos genitais, a cirurgia de feminização facial e o aumento dos seios. Já para os homens trans (FtM), ela pode compreender um conjunto de cirurgias que incluem a remoção dos seios, reconstrução dos genitais e lipoaspiração.

 

Como funciona a redesignação sexual no Brasil?

No Brasil, esse tipo de cirurgia só é permitida em indivíduos com idade mínima de 21 anos. Além disso, é obrigatório que o paciente elegível para a transgenitalização e outras cirurgias de redesignação sexual esteja tendo acompanhamento psicológico, psiquiátrico e endocrinológico, além de apoio de um assistente social.

 

O convívio social com o gênero de identificação por pelo menos 2 anos também é um pré-requisito. Toda essa “burocracia” visa verificar se a cirurgia é realmente adequada, visto que não pode ser revertida.

Quem realiza este tipo de cirurgia no Brasil é o Sistema Único de Saúde (SUS) e algumas clínicas particulares. No sistema público, no entanto, a espera pode chegar a 20 anos em hospitais públicos como o Hospital das Clínicas, em São Paulo. No caso de outras cirurgias plásticas para transexuais, há diversos cirurgiões plásticos que atuam e possuem experiência nos procedimentos cirúrgicos que envolvem a transição de gênero. Busque sempre aqueles que são membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica para evitar complicações.

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